| A identidade da TV digital está na interatividade |
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Você sabe quais são as principais características do padrão brasileiro de TV digital? Não sabe? Então vamos lá. São as seguintes:
Analisando todas elas, enxergo as duas primeiras como inovações incrementais, já que não mudam a forma com que o telespectador assiste a televisão. É sem dúvida um enorme avanço tecnológico, porém para o usuário final será encarado como a mudança da TV em preto e branco para a TV colorida. Assistir um conteúdo em alta definição é uma experiência fantástica, mas para a maioria da população isso não é um diferencial, já que, pelo menos por enquanto, não é tão representativo o número de televisores full HD no Brasil. E quem os tem, provavelmente já possui um bom plano de TV por assinatura, não sendo exatamente o público alvo da TV digital aberta. A grande maioria da população não vê justificativa para investir em um conversor de TV digital simplesmente pela alta definição. A multiprogramação, mesmo que venha a ser liberada para as emissoras comerciais, será um benefício invisível para o telespectador. Não será algo marcante como identidade da TV digital. Serão apenas mais canais. Só isso! Já com a mobilidade e portabilidade, o telespectador passa a ter a oportunidade de assistir seus programas favoritos fora de casa, em movimento. Isso considero mais impactante no modo de vida e consequentemente no modo com que veremos TV. Apesar disso, todas estas características podem ser encarados como commodity. Em curto prazo, quando todos os grandes problemas de infraestrutura estiverem superados, e todas as emissoras já tiverem realizado todos os seus investimentos para aquisição dos equipamentos de captação e transmissão digitais, tudo voltará a ser igual. Todas transmitirão seus programas em alta definição, terão transmissões 1-seg (para dispositivos móveis) e, se autorizado e de seu interesse, farão multiprogramação. Tudo igual. Nenhum destes avanços tecnológicos levará vantagem competitiva para nenhuma emissora de TV digital. Porém, a interatividade é conteúdo. E conteúdo é diferencial. Conteúdo atrai telespectadores e anunciantes. Conteúdo gera receita! Agora, enquanto estamos no meio do furacão da implantação da tecnologia, qualquer coisa nova torna-se diferencial. É uma corrida maluca pela inovação, porém sempre de olho na concorrência para acabar não fazendo mais do que o necessário para superá-la. Quando esta turbulência se acalmar, os que estiverem criado verdadeiros diferenciais irão se sobressair. Enquanto isso, vamos experimentar as diversas formas de interatividade. E assim criarmos a verdadeira identidade da TV digital no Brasil. |
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