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| Segmentação da publicidade e TV digital – questões iniciais |
Por: Beatriz Polivanov
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Com a configuração de um novo cenário das mídias, marcado pela ideia de “arranjos midiáticos” (termo cunhado pelo Prof. Dr. Vinícius Andrade), percebemos que cada vez menos a TV funcionará como a boa e velha TV simplesmente. Uma das tendências que estamos vendo se tornar realidade é a junção TV + Internet. Imagine poder assistir ao Big Brother ou ao Fla X Flu e twittar ao mesmo tempo, tudo pelo mesmo aparelho, sentado ou deitado confortavelmente no sofá, olhando para uma telona. Imagine poder receber apenas aquelas propagandas que realmente te interessam, divertem, emocionam. Pois é, essas, entre outras funções, já estão sendo desenvolvidas por algumas poucas empresas, dentre as quais se destaca a brasileira Peta5. Mas, para além de pensarmos apenas sobre as vantagens para os consumidores que a entrada em cena dessas novas TVs digitais traz, vale também refletirmos sobre as mudanças que estão ocorrendo para outros agentes. Uma dessas mudanças, por exemplo, é o fato de que os pequenos anunciantes, que não contam com muito capital, terão a oportunidade de veicular suas mensagens a um preço acessível, uma vez que, com a segmentação da propaganda, diminui-se a cobertura (e também a dispersão) do público-alvo, seguindo a lógica da cauda longa (termo de Chris Anderson). Assim, pode-se potencialmente atingir exatamente o target selecionado, o que é vantajoso tanto para anunciantes quanto para consumidores. Muitas outras questões podem (e devem) ser levantadas quanto a esse novo cenário midiático, tais como: quais novas linguagens publicitárias emergirão nesse contexto e como os consumidores querem ser recortados / lidos, isto é, quais critérios devem ser usados para segmentar a audiência, entre tantas outras. São algumas dessas questões que pretendemos levantar e discutir nos próximos posts. Fiquem ligados! |