Por: Maurilio Alberone
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Ontem participei de mais um dos grupos focais que estamos realizando junto com o PanMediaLab da ESPM. E, como sempre, minha cabeça foi bombardeada por ideias e visões completamente diferentes da minha, além de também diferentes entre si.
Estamos investigando diversos pontos da relação dos telespectadores com a TV e como enxergam a interatividade. Além de temas específicos ao Targ.TV e à propaganda direcionada ao perfil do telespectador. Como nossa investigação não está concluída, não posso ainda fazer uma análise geral nem divulgar resultados. Porém um fato específico, que já questiono há muito tempo, tem sido tema de bastante debate.
O que tem me chamado mais a atenção nesses encontros são os relatos de experiências ruins com os recursos interativos disponibilizados pelas TV's por assinatura.
Conversando com público leigo e também lendo seus relatos em blogs e twitter vemos que boa parte da aversão à interatividade na TV está relacionada às experiências que eles já tiveram. Julgamos o mundo que conhecemos e consumimos. Enquanto não temos um grande número de telespectadores aptos a receberem o sinal aberto da TV digital interativa (e nem um número suficiente de aplicações sendo transmitidas pelas emissoras) a base para comparação de interatividade são as TV's por assinatura. E o que temos de interatividade nestes veículos que nos vendem isso como inovação? Portais de joguinhos, portais temáticos para eventos esportivos e alguns widgets de notícias, por exemplo.
Onde estão os recursos interativos que proporcionam uma maior imersão do telespectador com o conteúdo que ele está assistindo? Nas TV's por assinatura temos apenas uma TV com cara de web. A interatividade não "conversa" com o conteúdo audiovisual (com excessão da pobre sinopse), que é e continuará sendo o negócio das emissoras de TV. O pior de tudo é que atitudes como estas, de veiculação de recursos interativos sem conceito, propósito ou elaboração, formam a visão tanto dos telespectadores quanto de muitos profissionais de que isso é a TV interativa. Profissionais altamente criativos que desenvolvem campanhas publicitárias geniais para a web possuem grande dificuldade de assimilarem possibilidades com a TV, simplesmente por acreditarem que a interatividade na TV resume-se a um portal com algumas informações ou widgets sobre a programação.
Não vejo sentido em frases do tipo: "Tudo o que eu posso fazer na TV interativa já faço na web!" Creio absolutamente que não. Usar a TV como um terminal de acesso à web realmente nos faz não querermos essa tal de interatividade. Assim eu também não quero!
O desafio é criarmos uma experiência nova para o telespectador ao assistir a TV digital. Os recursos interativos precisam fazer parte do conteúdo que está sendo veiculado para tornar esta opção rica e única.
Mesmo que ainda tenhamos algumas limitações tecnológias e de mercado, não podemos manter nossa visão de que a interatividade da TV aberta será para desenvolvermos recursos similares aos atualmente disponíveis pelas TV's por assinatura aqui no Brasil. Tenham isso em mente. A limitação está na criatividade das pessoas. O resto a gente dá um jeito e propõe alternativas.
Qual recurso interativo você gostaria de ver na TV? Pense no que acha impossível, é bem mais divertido.
No próximo dia 17 de julho nós da Peta5 participaremos de um talk show no iMasters InterACT no Rio de Janeiro. Se você tem interesse por TV digital e todos os novos recursos que ela nos possibilita, inscreva-se e venha conversar conosco.
Palavras-chave:interatividade
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Por: Beatriz Polivanov
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Com a configuração de um novo cenário das mídias, marcado pela ideia de “arranjos midiáticos” (termo cunhado pelo Prof. Dr. Vinícius Andrade), percebemos que cada vez menos a TV funcionará como a boa e velha TV simplesmente. Uma das tendências que estamos vendo se tornar realidade é a junção TV + Internet. Imagine poder assistir ao Big Brother ou ao Fla X Flu e twittar ao mesmo tempo, tudo pelo mesmo aparelho, sentado ou deitado confortavelmente no sofá, olhando para uma telona. Imagine poder receber apenas aquelas propagandas que realmente te interessam, divertem, emocionam. Pois é, essas, entre outras funções, já estão sendo desenvolvidas por algumas poucas empresas, dentre as quais se destaca a brasileira Peta5.
Mas, para além de pensarmos apenas sobre as vantagens para os consumidores que a entrada em cena dessas novas TVs digitais traz, vale também refletirmos sobre as mudanças que estão ocorrendo para outros agentes. Uma dessas mudanças, por exemplo, é o fato de que os pequenos anunciantes, que não contam com muito capital, terão a oportunidade de veicular suas mensagens a um preço acessível, uma vez que, com a segmentação da propaganda, diminui-se a cobertura (e também a dispersão) do público-alvo, seguindo a lógica da cauda longa (termo de Chris Anderson). Assim, pode-se potencialmente atingir exatamente o target selecionado, o que é vantajoso tanto para anunciantes quanto para consumidores.
Muitas outras questões podem (e devem) ser levantadas quanto a esse novo cenário midiático, tais como: quais novas linguagens publicitárias emergirão nesse contexto e como os consumidores querem ser recortados / lidos, isto é, quais critérios devem ser usados para segmentar a audiência, entre tantas outras. São algumas dessas questões que pretendemos levantar e discutir nos próximos posts. Fiquem ligados!
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Por: Beatriz Polivanov
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Olá a todos! Meu nome é Beatriz Polivanov. Sou doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre pelo mesmo programa em 2008 e graduada em Letras (Português-Inglês) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que diabos estou fazendo aqui no blog da Peta5? Ah sim, sou também pesquisadora do Pan Media Lab, laboratório da ESPM de pesquisas e análises em mídias, entretenimento, design e intervenções artísticas (daí o acrônimo p.an. m.e.d.i.a.), onde trabalho no projeto intitulado “A CAUDA LONGA DA PROPAGANDA NA TV DIGITAL: Análise dos efeitos da segmentação e customização das linguagens publicitárias televisivas”, coordenado pelo Prof. Dr. Vinícius Andrade e pela Prof.ª Msª Andrea Hecksher.
Talvez ainda não esteja muito claro o que tudo isso tem a ver com este blog, certo? Pois bem, o ponto é que o projeto supracitado ocorre em parceria com a Peta5. A empresa criou um produto incrível – o Targ.TV, que vocês já devem conhecer – que realmente chama a atenção pela capacidade de tornar possível, tangível e material uma série de ideias que antes pareciam futurísticas (se é que elas foram pensadas antes), tais como a integração TV + sites de redes sociais, a segmentação e customização de propagandas para a TV digital aberta brasileira e inúmeras maneiras de interagir com a TV. O Targ.TV é a materialização do novo cenário midiático que estamos vivendo agora, sobre o qual eu falarei um pouco mais no próximo post.
Assim, o que ocorre é que pensamos juntos sobre uma série de questões desse cenário (que serão o foco dos meus posts): a Peta5 entra mais com seu forte viés tecnológico, com as inovações das interfaces e das telecomunicações, e nós, Pan Media Lab, entramos com discussões teóricas e práticas sobre comunicação, consumo, publicidade. Essa parceria tem rendido excelentes frutos, até porque somos um grupo multidisciplinar com formação acadêmica e mercadológica muito variada, o que nos faz olhar e refletir sobre os mesmos objetos – a TV digital aberta, as mensagens publicitárias, etc. – sob ângulos de pesquisa totalmente diferentes e absolutamente convergentes, alcançando, portanto, uma compreensão holística dos fenômenos e produtos.
Meu intuito é escrever, com certa frequência, sobre essa pesquisa que estamos desenvolvendo juntos, discutindo as hipóteses e questões que estamos levantando e as conclusões as quais estamos chegando. Espero que gostem!
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Por: Maurilio Alberone
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Artigo originalmente publicado no portal iMasters em 31 de maio de 2010. Acesse-o aqui.
Estamos vivenciando um momento de enormes mudanças no mercado internacional em busca de novos modelos de negócios atrativos para a plataforma televisiva.
Sem dúvida grandes avanços diplomáticos estão sendo conquistados pelo governo brasileiro com a expansão de nosso padrão, evoluído a partir do japonês, por mais seis países latinoamericanos, além de estar em análise por diversas outras nações, inclusive 14 africanas. Enquanto isso, o mercado interno é criado de forma tímida com poucos modelos de televisores (e set-top boxes) com Ginga e algumas transmissões interativas sendo testadas pelas emissoras.
Nesse mesmo cenário, assistimos, nos últimos dias, ao anúncio do GoogleTV. Plataforma aparentemente não muito mais refinada tecnologicamente do que já temos hoje com AppleTV, Boxee e diversos outros. Mas então o que a torna tão interessante? O modelo de negócios proposto, sem dúvida! Algo que não é novidade pra ninguém que acompanha os mercados web e mobile nos últimos anos. O Google simplesmente nos apresenta algo óbvio! Uma plataforma aberta, utilizando uma tecnologia em plena expansão (Android), com aplicativos desenvolvidos de forma simples por qualquer um com conhecimento técnico (crowdsourcing) e remuneração pela venda de aplicativos e/ou publicidade relevante, algo que já fazem muito bem na web. Olhando dessa forma, nos parece algo simples, óbvio e com muito potencial de sucesso. Ainda mais se conseguirem expandir rapidamente a comercialização de set-top boxes de baixo custo.
Assim reforço a pergunta: E o que falta para o padrão brasileiro de TV digital aberta e sua interatividade com o Ginga conquistar o mercado?
Será que falta divulgação para a população, redução dos custos dos set-top boxes, investimentos em transmissão e tudo mais que é sempre discursado? Digo que também são ações extremamente importantes, mas o que ainda não temos é um modelo de negócio vantajoso para todos os envolvidos. O discurso que ignora esse ponto é cego quanto à sustentabilidade de uma tecnologia. Enquanto apenas as emissoras, os grandes fabricantes de televisores (e set-top boxes) e alguns outros poucos setores e empresas segurarem a expansão da interatividade, acreditando que dominarão o mercado com seus modelos restritivos arquitetados em velocidade de tartaruga, seremos atropelados pelos coelhos tecnológicos vindos de fora com propostas claras e simples.
O mais interessante é que vemos diariamente muitos "especialistas" questionarem a tecnologia brasileira, atribuindo a ela o atraso da interatividade na TV digital. Certamente isso não é falado por quem já desenvolveu algo para qualquer plataforma de TV. Mas, infelizmente, uma disputa puramente técnica não vai fazer nosso modelo decolar. Com isso, respondo o questionamento do título deste artigo: o que nos falta é um bom modelo de negócios!
E ainda mantendo a linha reflexiva: você, desenvolvedor independente de software, enxerga alguma forma de ter sua aplicação sendo executada em larga escala em uma TV?
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Por: Maurilio Alberone
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Na última quinta-feira tivemos o prazer de apresentarmos a palestra "TV digital e os impactos na comunicação" no evento 24 Horas de Comunicação da Faculdade CCAA no Rio de Janeiro.
Apresentamos os conceitos básicos de interatividade e de TV digital. Realizamos algumas demonstrações e também discutimos um pouco sobre os impactos dessas novas tecnologias na comunicação tradicional e sobre qual o perfil de profissional de comunicação que precisamos neste momento.
Além disso, apresentamos o Targ.TV e alguns dos outros impactos que ele traz para o mercado publicitário.
A receptividade foi excelente e colhemos muitos feedbacks valiosos para o crescimento de nossos produtos.
Quem tiver interesse nos slides é só pedir nos comentários.
Em breve realizaremos apresentações como esta em outras faculdades.
Se você coordenador ou professor tiver interesse em apresentar para os seus alunos a TV digital e os impactos que ela traz para nossas vidas, entre em contato conosco. Podemos adaptar a apresentação para diferentes realidades e públicos. Se você é aluno, indique-nos para sua coordenação.
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